PHASMIDA LEACH, 1815
A palavra vem do grego phasma (fantasma), em referência ao hábito noturno e à semelhança com galhos, troncos e folhas.
Os fasmidas são insetos hemimetábolos, fitófagos, conhecidos popularmente como bicho-pau. Apresentam grande variação de tamanho: as espécies sul-americanas medem de 17 a 260 mm de comprimento. A coloração predominante é verde ou marrom, funcionando como camuflagem. O corpo geralmente é muito alongado, lembrando gravetos ou folhas.
Possuem cabeça prognata, antenas longas e finas, tarsos com cinco segmentos e, em muitas espécies, asas desenvolvidas (as anteriores do tipo tégmina). No tórax, há um par de glândulas defensivas. Os ovos são muito característicos, com cápsula endurecida que lembra sementes.
São conhecidas cerca de 3.300 espécies no mundo. No Brasil, há registro de 231 espécies, distribuídas em 43 gêneros, mas estima-se que a diversidade real seja bem maior. Ocorrem principalmente em florestas, mas também em ambientes mais abertos.
São exclusivamente herbívoros e de hábito noturno. Quando ameaçados, podem liberar substâncias defensivas, fingir-se de mortos (tanatose) ou perder pernas voluntariamente (autotomia). A reprodução é geralmente sexuada, mas a partenogênese ocorre em algumas espécies. Os ovos são frequentemente abandonados pelas fêmeas, mas em alguns casos são colados a substratos ou enterrados.
No Brasil, as famílias com maior número de espécies são Pseudophasmatidae (80 espécies), Diapheromeridae (59) e Heteronemiidae (46). Têm pouca importância econômica, mas podem servir de alimento para aves, répteis e aranhas, e algumas espécies são mantidas em cativeiro como animais de estimação.
